13
Jul
08

15:25

    Morrendo de sono, resolvo escrever para me manter acordado, como ainda não arrumei aquele trabalho no Google rs…

     Raciocínio lento. Estava tentando ler algo que nem me lembro mais, acho até que sonhei, por vezes olhei o mouse e vi um sabonete oO

     Meus olhos fecham-se novamente.

     Vou jogar água na cara, no caminho músicas, sei lá por que elas sempre vêm na minha cabeça. Na volta boto algumas, pode ser que ajude.

     Nenhuma diferente apenas as mesmas da semana passada. Seleciono reprodução aleatória, talvez tenha uma surpresa tornando-se produtivo ou ao menos interessante =P

     A minha preferida começa.

     Coincidências me perseguem, por um momento lembro-me daquele livro que não li – The Secret, que prega o poder da atração, tudo o que você quer e pensa você atrai. Daí as coincidências? Prefiro não ter certeza disso.

     A música é Lucky Man – The Verve. (Homem Afortunado).

     Sono.

     O que seria um homem afortunado? Google responde, procuramos em imagens por que ler agora seria ingrato.

     A primeira imagem, um homem de meia-idade, aparentemente um motoqueiro com duas beldades siliconadas, seria esse o homem afortunado? A segunda imagem retrata a mesma idéia num cenário diferente, seguimos assim até a quinta imagem, aí vem à letra da música.

     Ter duas mulheres e uma moto na garagem não é meu ideal de felicidade, mas poderia ser. Talvez se eu fosse o Vin Diesel como na segunda foto até combinaria. Não, não sou eu, gosto das coisas caretas, monogamia e pizza no fim de domingo é comigo mesmo.

     Interpretar letras é um saco, compositores idem, em sua grande maioria escrevem quando experimentam estados alterados de percepção, assim como eu e meu sono. Para ser fiel preciso estar na mesma base.

     Seria um homem que tenta encontrar-se e percebe que a felicidade quem condiciona é ele, pois tem tudo o que precisa dentro de sua mente, seu amor é seu fogo, inconstante, porém eterno.

     Não lembro exatamente por que escolhi essa como minha música. Apenas sei que experimentava uma fase estranha de minha vida. Não, nada de drogas ou perversão, isso não seria estranho.

     Mas admito que essa canção passa a fazer sentido apenas agora, pois tenho você me olhando, daquele jeito .

     Espero que compreenda.

     O sono passou, abro os olhos.

     15:26

13
Jul
08

Perdendo Tempo

 

    O que fazer quando se esgotam os tipos de beijos, os restaurantes de comida internacional e as posições do KamaSutra?

    É, ela já repensou seis vezes isso e está pensando agora.

    A maioria das pessoas sofre de imediatismo, querem tudo agora, da maneira que imaginam. Seus sonhos, aspirações e desejos, em grande parte cultivados pela mídia podre ou pelo pior dos sentimentos, a inveja.

    Acreditam na extinção da raça humana ou nos efeitos devastadores da gravidade e não podem perder tempo. Se não é com esse é com outro não posso esperar tchau!

    Degradação. Como esta em “Fight Club”:

“A camisinha é o sapatinho de cristal da nossa geração, você põe, dança a noite toda com um estranho e depois joga fora”. E assim acaba o encanto.

    Desesperados por uma definição, só param quando encontram exatamente o que queriam. Engano, nada permanece.

      Vejo isso nos relacionamentos atuais, as pessoas consomem-se na velocidade que acabam com a última coleção daquela grife. Eu não preciso de cuecas com nomes de homens famosos.

     Perdem o foco.

      A busca desenfreada pelo agora não nos trará a tão sonhada felicidade, é momentâneo. Contente-se, pode ser que no auge de seu desenvolvimento como ser humano não saberá definir o que é isso, felicidade é quase como o amor. Então ela se vai.

      Falo mais sobre mulheres, mesmo por que a maioria dos meus amigos são homens, infelizmente. Compartilho e conheço algumas das limitações dessa porção da sociedade, mas não igual.

      Mulheres nunca vão entender se um homem disser: “Vá, faça tudo para se perder, viaje pelos outros, experimente, quebre a cara e depois, se puder, volte”.

      Não igual, enquanto você vai, eu fico. Chiliques, ansiedade e imediatismo não combinam comigo, segurança sim, embora não costume me repetir.

      E depois que tudo novamente se esgotar, eu saberei o que fazer, embora não seja fácil, ao menos terá meu sorriso malicioso nos olhos.




 

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