
O que fazer quando se esgotam os tipos de beijos, os restaurantes de comida internacional e as posições do KamaSutra?
É, ela já repensou seis vezes isso e está pensando agora.
A maioria das pessoas sofre de imediatismo, querem tudo agora, da maneira que imaginam. Seus sonhos, aspirações e desejos, em grande parte cultivados pela mídia podre ou pelo pior dos sentimentos, a inveja.
Acreditam na extinção da raça humana ou nos efeitos devastadores da gravidade e não podem perder tempo. Se não é com esse é com outro não posso esperar tchau!
Degradação. Como esta em “Fight Club”:
“A camisinha é o sapatinho de cristal da nossa geração, você põe, dança a noite toda com um estranho e depois joga fora”. E assim acaba o encanto.
Desesperados por uma definição, só param quando encontram exatamente o que queriam. Engano, nada permanece.
Vejo isso nos relacionamentos atuais, as pessoas consomem-se na velocidade que acabam com a última coleção daquela grife. Eu não preciso de cuecas com nomes de homens famosos.
Perdem o foco.
A busca desenfreada pelo agora não nos trará a tão sonhada felicidade, é momentâneo. Contente-se, pode ser que no auge de seu desenvolvimento como ser humano não saberá definir o que é isso, felicidade é quase como o amor. Então ela se vai.
Falo mais sobre mulheres, mesmo por que a maioria dos meus amigos são homens, infelizmente. Compartilho e conheço algumas das limitações dessa porção da sociedade, mas não igual.
Mulheres nunca vão entender se um homem disser: “Vá, faça tudo para se perder, viaje pelos outros, experimente, quebre a cara e depois, se puder, volte”.
Não igual, enquanto você vai, eu fico. Chiliques, ansiedade e imediatismo não combinam comigo, segurança sim, embora não costume me repetir.
E depois que tudo novamente se esgotar, eu saberei o que fazer, embora não seja fácil, ao menos terá meu sorriso malicioso nos olhos.
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